Mulher Tempo

Sou o verso do teu inverso
O masculino do teu feminino
A perfeita das minhas imperfeições
Somos inversamente proporcionais
És a noite do meu dia
Somos o que não éramos para amar-te de montão bochechuda
Palanca magra do meu kangandala, nem com feitiço te vou jardar
Ainda não somos o que haveremos de ser
És a pureza do amor que acredito
Mentirosa das minhas verdades
Ninguém irá estragar os nossos laços de amor
Ama-me mais, porque não a sinto faz tempo
O teu corpo sarado de varizes me encanta todo tempo
Tens uma fenda única do tempo que nos liga
Tundavala de orgasmos inesquecíveis
Amamenta com os teus Pungo-a-ndongo, os meninos que choram Nzenzu e kalandula
Oh mulher tempo
És a mãe dos meus filhos, que a volta da fogueira contarei histórias de Mbemba Ngangu e das minhas cagadas na fralda de pano lilás
Tens o que fui e do que teremos
És o verão do meu inverno, farei-te primavera do meu outono
És do tempo do meu tempo
Sou o amor da tua rua 11

Palanca magra do meu kangandala, nem com feitiço te vou jardar
Ainda não somos o que haveremos de ser
És a pureza do amor que acredito
Mentirosa das minhas verdades
Ninguém irá estragar os nossos laços de amor
Ama-me mais, porque não a sinto faz tempo
O teu corpo sarado de varizes me encanta todo tempo
Tens uma fenda única do tempo que nos liga
Tundavala de orgasmos inesquecíveis
Amamenta com os teus Pungo-a-ndongo, os meninos que choram Nzenzu e kalandula
Oh mulher tempo
És a mãe dos meus filhos, que a volta da fogueira contarei histórias de Mbemba Ngangu e das minhas cagadas na fralda de pano lilás
Tens o que fui e do que teremos
És o verão do meu inverno, farei-te primavera do meu outono
És do tempo do meu tempo
Sou o amor da tua rua 11

Por Filipe Lema

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